terça-feira, 2 de novembro de 2010

Postado por Eder - Blog Variar | 1 comentários

Cérebro das mulheres crescem após se tornarem mães


      No carrinho de supermercado, um novo item - fralda. No cartão de crédito, mais uma dívida - berço. E, na hora de dormir, um som inconfundível - choro de bebê. Todo mundo sabe: ter um filho muda (e muito) a rotina de uma mulher. Entretanto, o que muita gente sequer imagina é que essas mudanças vão além do cotidiano - elas acontecem até no cérebro feminino. Foi o que revelou uma pesquisa publicada esse mês na revista American Psychological Association .
     Os pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde Mental, nos Estados Unidos, concluíram que diversas áreas do cérebro das mães tiveram aumento no volume - principalmente regiões relacionadas a motivação, sensação de recompensa, processamento de emoções, raciocínio e julgamento.
     Para chegar à conclusão, os cientistas mapearam o cérebro de mães de recém-nascidos em duas etapas: nas primeiras 4 semanas pós-parto e, depois, 4 meses após o nascimento. Comparando as imagens, verificou-se que os cérebros cresceram.
     As mulheres também responderam a questionário, selecionando numa lista adjetivos para descrever a maternidade. As que classificaram a experiência mais positivamente apresentaram maiores alterações no cérebro.
     "O aumento de volume acontece em áreas do cérebro importantíssimas na interação da pessoa com o meio ambiente, que envolvem estímulos sensoriais, olfativos e auditivos. É justamente o tipo de troca que a mãe tem com o bebê", destaca a vice-coordenadora do Departamento de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia, Sonia Brucki. Segundo ela, as alterações seriam adaptações da natureza para que a "fêmea" saiba lidar com a maternidade. "O estudo foi feito depois que uma pesquisa anterior revelou alterações no cérebro de ratas que tiveram filhotes. O fato de isso acontecer também na espécie humana pode comprovar que essas alterações cerebrais são programadas para ajudar na relação com o bebê", diz Brucki.
     "A intensa estimulação sensório-tátil de um bebê pode provocar o desenvolvimento do cérebro, permitindo que as mães orquestrem um novo 'repertório' de informações para interagir com as crianças", descreveram os autores da pesquisa científica.
     Não à toa, mamães de primeira viagem, mesmo inseguras e inexperientes, acabam aprendendo rápido o que fazer logo nos primeiros meses de vida dos filhos. "A maternidade aguça o senso de responsabilidade", conta Tatiana Ribeiro, 31 anos, mãe de Pedro, 3 meses. "É muito gratificante. Se você está triste, olha pro bebê e ele sorri, muda tudo. É muito especial", derrete-se.
Fonte: O Dia

Um comentário:

  1. Por isso que mulher cai facil na labia antes de ter filho e nem quer saber de homem depois.

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